Rio Sem Raiva volta à Maré, Alemão, Leopoldina e Jacarepaguá


Meta é vacinar mais 39 mil animais, somente nesses locais

No próximo sábado, dia 14, a campanha de vacinação de cães e gatos Rio Sem Raiva vai acontecer novamente na Grande Leopoldina, Complexo da Maré, Alemão, Jacarepaguá e outros locais da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Essa será a terceira etapa da campanha, que tem o objetivo de vacinar 556 mil animais.

A Rio Sem Raiva terá, ao todo, seis etapas, até o dia 5 de dezembro, em 345 pontos distribuídos por todas as regiões da cidade, que vão trabalhar em esquema de rodízio. Cada etapa acontecerá num sábado diferente, no horário de 8h as 17h, em regiões específicas.

Nos dias 21 e 28 de novembro, a campanha atenderá aos animais da Zona Oeste, exceto Barra; no dia 5 de dezembro, a campanha se encerra no Centro, Zona Sul, Barra e parte da Zona Norte, onde começou. Os endereços completos podem ser consultados no site www.rio.rj.gov.br/vigilanciasanitaria ou pelo telefone 1746.

No primeiro dia de vacinação da campanha Rio Sem Raiva, realizado no dia 24 de outubro, o número de animais vacinados foi de 27 mil, atingindo 70% do total da meta estipulada para as regiões do Centro, Zona Sul, Barra e parte da Zona Norte, que é de 38.400 animais. No segundo dia foram 98 mil animais, chegando a 71% da meta prevista para a região de Leopoldina, Maré, Alemão, Jacarepaguá e parte da Zona Norte, que é de 137 mil. Até o momento, foram vacinados 125 mil animais em toda a cidade

Essa meta de vacinação é definida pelo Programa de Profilaxia da Raiva do Ministério da Saúde, que estima o número de cães e gatos na cidade em torno 10% do número da população humana.

Na hora da vacinação, os cães deverão estar com coleira e guia, e os gatos em sacolas de pano ou em gaiolas apropriadas. Animais com temperamento agressivo devem estar com focinheira. Sintomas como dores no local vacinado, febre e comportamento mais quieto do animal podem ocorrer por até 36h após a aplicação.

A raiva é uma doença que compromete o sistema nervoso do homem, sendo incurável e com índice de letalidade próximo a 100%. É uma zoonose viral e todos os mamíferos estão suscetíveis ao vírus, podendo transmiti-la. Mas cães, gatos e morcegos são os principais transmissores. A vacina é a única maneira de controlar a doença.

Caso uma pessoa seja mordida por um desses animais, deve lavar o local machucado imediatamente, com água e sabão. Ao mesmo tempo, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima, onde receberá os primeiros cuidados e será encaminhada para uma das unidades especificas que funcionam como pólo de profilaxia da raiva. Se possível, isolar o animal por 10 dias, para ver o grau de manifestação da doença, e informar se tem dono e o endereço onde habita.

A raiva está controlada e sem apresentar registro de casos em humanos há mais de 25 anos no Rio, mas ainda oferece risco à população, pois a cidade conta com um número alto de morcegos, cachorros e gatos, principais transmissores do vírus.

Após o término da campanha, a vacinação vai continuar em dois postos permanentes, que ficam no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, localizado na Av.Bartolomeu Gusmão, 1120, em São Cristóvão, e no Instituto de Vigilância e Fiscalização Sanitária em Zoonoses Paulo Dacorso Filho, localizado no Largo do Bodegão, 150, em Santa Cruz.

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Luiz Souza
Fotojornalista criador do site Subúrbio RJ. O objetivo do site é compartilhar notícias e acontecimentos importantes da cidade do Rio de Janeiro e da região metropolitana do Rio. O foco principal do site é a divulgação de notícias relacionadas à cultura e eventos importantes para a cidade como o Jogos Olímpicos Rio 2016.

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