Ordinarius lançam “Rio de Choro” em 3 de outubro, no Teatro Rival Petrobras


O grupo vocal Ordinarius, que vem alcançando um público grande e espontâneo nas redes sociais com seus vídeos criativos de releituras variadas, continua a turnê de lançamento do álbum “Rio de Choro” (independente), o segundo na carreira do sexteto. O disco foi realizado graças ao financiamento de centenas de fãs e o próximo show será no sábado, 3 de outubro, no Teatro Rival Petrobras.

Ordinarius - Foto: Divulgação

Ordinarius – Foto: Divulgação

A bateria dos blocos Sargento Pimenta e Pipoca e Guaraná, ambos fundados e dirigidos por Mateus Xavier, que gravou todas as percussões do “Rio de Choro”, será a convidada especial deste show. Fundado em 2010, o Sargento Pimenta toca músicas dos Beatles em ritmos brasileiros, como afoxé, maracatu, funk e samba. Já o Pipoca e Guaraná estreou no Carnaval de 2012 com uma oficina de percussão e leva a memória televisiva para a folia carioca.

Neste álbum, André Miranda, Augusto Ordine, Leticia Carvalho, Luiza Sales, Maíra Martins e Marcelo Saboya colocam as suas vozes em um repertório que passa por clássicos e por novidades dentro deste universo, cantando de Pixinguinha e Zequinha de Abreu a Edu Neves e Rogério Caetano, e passando por Zé Miguel Wisnik, Villa-Lobos e Carlinhos Brown. A direção musical é de Augusto Ordine e os arranjos, todos inéditos, brincam com as possibilidades vocais para um repertório acostumado ao instrumental.

Faixa a faixa (e clipe a clipe!)

1. “André de sapato novo” (André Correa) / “Tico-tico no fubá” (Zequinha de Abreu)
Os dois choros se unem neste arranjo, que prima pelo uso da voz como instrumento versátil em melodias que exigem fôlego e grande extensão vocal por parte dos cantores. O disco abre mostrando a sua cara: o uso da voz como instrumento de forma ousada através de uma linguagem genuinamente brasileira. O vídeo desta música é um registro caseiro e divertido do estúdio, no qual os cantores aparecem ensaiando ao som da música.

2. “Baião de quatro toques” (José Miguel Wisnik e Luiz Tatit) / “Brasileirinho” (Waldir Azevedo)
A primeira música brinca com o fato de ser inspirada em uma sinfonia de Beethoven, abrasileirando-a até se tornar um baião com cara de choro. Já o choro de Waldir Azevedo entra como uma citação que serve para tornar ainda mais malemolente a parceria de Wisnik e Tatit, dando um ar de clássico ao arranjo, que é interpretado com ares de brincadeira em uma melodia repleta de sutilezas.
Esta música, que foi inserida no repertório do grupo por conta de uma viagem para a Alemanha, é utilizada em um vídeo onde imagens da viagem do grupo dão caldo para um clipe simpático que conta com uma edição esperta e artística.

3. “Um chorinho em Cochabamba” (Rogério Caetano e Edu Neves)
O único choro contemporâneo do repertório é um tema do flautista e saxofonista Edu Neves e do violonista Rogério Caetano, ambos músicos atuantes no Rio de Janeiro. A melodia pensada instrumentalmente foi adaptada para a voz, com uma letra inventada que surpreendeu os próprios compositores. O arranjo tem uma levada em ritmo de salsa. No clipe do sexteto, eles “cantarolam” a música dentro da Kombi vintage que aparece na capa do CD.

4. “Linda Flor” (Henrique Vogeler e Luiz Peixoto)
Esta composição de 1928, considerada por alguns como o primeiro samba-canção a ser gravado, recebeu letras variadas e interpretações diversas de Vicente Celestino, Elis Regina, Gal Costa, entre outros. A versão do sexteto é singela e suave, com direito a citação do Take Six no final da música, detalhe que só os fãs do grupo americano entenderão.
É uma das poucas músicas que ainda não têm vídeo.

5. “Rosa” (Pixinguinha)
Já este clássico do choro ganha roupagem “ordinária” no único arranjo totalmente a cappella do CD e, talvez, o mais sofisticado deles. A faixa exige atenção e sensibilidade do ouvinte para apreciar a execução do grupo em todas as suas camadas.
O clipe desta música foi gravado em um teatro onde o sexteto se apresentou recentemente, momentos antes do show. A simplicidade do vídeo, que conta apenas com uma luz parada e o grupo cantando sentado no chão do palco, conquistou o público, se tornando um dos vídeos mais vistos dos Ordinarius.

6. “Tipo Zero” (Noel Rosa)
O samba de Noel ganha interpretação bem-humorada do grupo, na única faixa que conta com o acompanhamento de cavaquinho e de kazoo, instrumento de sopro que faz qualquer linha melódica soar divertida.
O clipe desta música foi gravado ao vivo em um show no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, durante o projeto 100 em um dia, no qual diversos artistas realizavam shows em pontos variados da cidade.

7. “Choros 1” (Heitor Villa-Lobos)
Esta composição de Villa-Lobos foi originalmente escrita para solo de violão, numa tentativa dele – bem-sucedida, aliás – de inserir o choro, então restrito ao universo de música popular, no campo da música erudita. O Choro 1 apresenta alto grau de dificuldade técnica e suas qualidades melodiosas foram traduzidas pelos cantores num idioma inventado, já que não há letras no original. Além disso, na gravação, o grupo é acompanhado por uma bateria de bloco de carnaval – toda executada pelo músico Mateus Xavier, mestre de bateria dos blocos Sargento Pimenta e Pipoca e Guaraná.
O clipe desta já está sendo programado e contará com uma participação super especial.

8. “Santa Morena” (Jacob do Bandolim)
Este choro espanholado ganha um arranjo capaz de traduzir em vozes toda a sutileza e versatilidade do bandolim de Jacob junto com a rítmica riquíssima do gênero flamenco.
No clipe da música, uma dançarina contemporânea se move ao som da música, em uma edição repleta de silêncios e poesia. Os cantores e o percussionista surgem modificando a cor e o sentido das imagens, em um efeito a la “Mágico de Oz”.

9. “Vide Gal” (Carlinhos Brown)
Lançada por Marisa Monte em um vídeo nos anos 90 e gravada posteriormente por Daniela Mercury, essa música de Brown ganha arranjo inusitado do grupo, tomado por uma batida funk que a torna mais carioca do que nunca, de uma forma bastante original e atual.
No clipe, o sexteto canta e dança no alto de uma torre de um castelo em Santa Teresa, e imagens do Rio são intercaladas com as do grupo criando um retrato da Cidade Maravilhosa produzido especialmente para o aniversário de 450 anos da cidade.

Serviço:
Ordinarius – Bateria dos blocos Sargento Pimenta e Pipoca e Guaraná fará participação especial
Dia 3 de outubro, sábado, às 19h30
Teatro Rival Petrobras
Rua Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia – Tel.: 2240.4469
Preços
Setor A / Mezanino
R$ 70 (inteira)
R$ 35 (meia-entrada)
Setor B
R$ 60 (inteira)
R$ 40 (promoção para os 100 primeiros pagantes)
R$ 30 (meia-entrada)
Censura: 16 anos
Capacidade: 458 lugares

About the Author

Luiz Souza
Fotojornalista criador do site Subúrbio RJ. O objetivo do site é compartilhar notícias e acontecimentos importantes da cidade do Rio de Janeiro e da região metropolitana do Rio. O foco principal do site é a divulgação de notícias relacionadas à cultura e eventos importantes para a cidade como o Jogos Olímpicos Rio 2016.

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