49 Pessoas são indiciadas por Grupo Organizado no Aeroporto Internacional


POLÍCIA CIVIL CONCLUI INVESTIGAÇÃO E INDICIA 49 PESSOAS POR CONSTITUIÇÃO DE GRUPO ORGANIZADO NO AEROPORTO INTERNACIONAL DO RIO.

Aeroporto do Rio de Janeiro

Aeroporto do Rio de Janeiro

O Delegado de Polícia Rodrigo Freitas de Oliveira, da Delegacia de Atendimento Policial do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ) informou que foram concluídas as investigações sobre a atuação irregular de um grupo de taxistas no aeroporto e indiciadas 49 pessoas pelo crime de constituição de grupo organizado.

A Polícia Civil descobriu, após quatro meses de investigação, o modo de atuação do grupo, identificou taxistas envolvidos, bem como os aliciadores de passageiros. Foram ouvidas cerca de 100 pessoas, dentre elas o Presidente do Consorcio Rio Galeão, a Guarda Municipal e Infraero.

Apurou-se que, apesar das tentativas destes órgãos em combater esta atuação irregular, os envolvidos retornavam ao aeroporto e reincidiam em suas condutas. De acordo com uma testemunha ouvida, cuja identidade será preservada, os motoristas irregulares não se preocupavam com a presença da Guarda Municipal nem com as multas recebidas, mesmo após terem recebido dezenas, pois para eles valia a pena pagar a multa diante do montante que receberiam ao final das corridas realizadas.

Taxis Piratas são realidade no Rio de Janeiro

No tocante ao modo de atuação, os policiais da DAIRJ observaram a existência dos taxistas “bandalhas” ou “goteiras”, os taxistas piratas e os jóqueis. Os taxistas “bandalhas” seriam aqueles taxistas regulares junto ao órgão competente da Prefeitura, entretanto, sem autorização para pegar passageiros no Aeroporto Internacional. Os taxistas piratas, por sua vez, são aqueles que usam carro particular ou adulterado para fazer o transporte remunerado de passageiros, sem possuir licença ou qualquer autorização. E os jóqueis são aquelas pessoas responsáveis por aliciar passageiros e encaminhá-los para os taxis piratas ou “bandalhas”.

Um dos indiciados ouvido na delegacia disse que chegou a receber quase 50 multas por parar no aeroporto, as quais transferiu para terceiros ou entrou com recurso no Detran.

A sensação de impunidade era tamanha que os taxistas que utilizavam carros particulares chegaram ao ponto de fundar uma cooperativa, com aparencia licita, integrada formal e informalmente por aproximadamente quinze membros, que atuam de forma exclusiva no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro parqueando diariamente seus veiculos no estacionamento para captar passageiros e turistas no saguão do terminal 01.
Ao longo da investigação, foi possível observar a existência de diversas pessoas, atuando sempre no mesmo lugar, de forma organizada e conjunta, praticando diversos crimes para poderem exercer sua profissão, transformando o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro em centro de uma disputa entre os poderes constituídos e o poder paralelo, criado por eles.

Com base nas provas colhidas, o Delegado responsável pelo caso indiciou 49 pessoas, dentre elas taxistas e aliciadores, pelo crime de constituição de grupo organizado, cuja pena máxima é de 8 anos de prisão.
O Delegado também representou pela decretação de medida cautelar de afastamento do aeroporto das pessoas envolvidas no crime, estando pendente de apreciação judicial.

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Luiz Souza
Fotojornalista criador do site Subúrbio RJ. O objetivo do site é compartilhar notícias e acontecimentos importantes da cidade do Rio de Janeiro e da região metropolitana do Rio. O foco principal do site é a divulgação de notícias relacionadas à cultura e eventos importantes para a cidade como o Jogos Olímpicos Rio 2016.

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