“Congresso Internacional do Medo” tem apresentações no Galpão Gamboa

Espetáculo integra a programação da mostra hífen de pesquisa-cena

Nos próximos dias 22 e 23 de outubro, quarta e quinta, às 20h, a mostra hífen de pesquisa-cena leva para o Galpão Gamboa o espetáculo “Congresso Internacional do Medo”. Com direção de Davi Palmeira, a montagem é uma criação independente para o texto da dramaturga mineira Grace Passô, do grupo espanca!. A entrada é gratuita.

A mostra hífen é uma realização da companhia carioca Teatro Inominável, formada pelos artistas-pesquisadores Adassa Martins, Caroline Helena, Diogo Liberano, Flávia Naves e Natássia Vello, em parceria com o Instituto Galpão Gamboa. O evento tem o apoio cultural da produtora Pequena Central.

Congresso Internacional do Medo

Congresso Internacional do Medo - Foto: Verônica Brandão / Divulgação

Congresso Internacional do Medo – Foto: Verônica Brandão / Divulgação

Congresso Internacional do Medo retrata o realismo fantástico. Um dos personagens essenciais na trama é a música gerada nos palcos. O impossível se torna possível para tentar dar conta do real. Em cena, sete atores procuram preencher o espaço vazio – do palco, da linguagem, das relações. Buscam um estágio de transparência na ação cênica, proporcionado pela combinação de negociações, estados, inquietações e afetos. O espetáculo é uma montagem curricular do curso de Direção Teatral da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A inspiração do texto de Gracê Passo veio de um poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade.

Sobre o grupo
Jovens artistas, originários do espaço universitário, se reuniram para pensar sobre a comunicação contemporânea. O período atual fez com que eles percebessem que existe cada vez mais um desejo realizar conexões entre as pessoas, o mundo e as coisas. A ferramenta escolhida para buscar a dissolução das fronteiras físicas foi o teatro (espaço da experiência, da imersão, do aprofundamento, do erro).

Sinopse
Convidados vindos de lugares distantes do mundo integram este Encontro Internacional na tentativa de conceituar algumas questões que dizem respeito à humanidade. Dentre as conclusões tiradas, está a amedrontadora constatação de que somos efêmeros e provisórios.

Ficha técnica
Dramaturgia: Grace Passô
Direção: Davi Palmeira
Orientação: Gabriela Lírio
Assistência de direção: Marianna Mugnaini
Elenco: Ana Paula Gomes, Gabriel Morais, Grasiela Müller, Jasmin Sanchez, João Vitor Novaes, Mariah Valeiras e Renan Guedes
Direção musical: Grasiela Müller
Preparação vocal: Veronica Machado
Direção de arte: Fabiana Mimura e Thainá Moura
Iluminação: Bruno Parisoto e Daniel Cintra
Produção: Diogo Villa Maior

Gênero: Drama
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos

SERVIÇO
Datas: 22 e 23/10 (quarta e quinta)
Horário: 20 horas
Local: Galpão Gamboa – Teatro
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Capacidade: 80 lugares
Telefone: (21) 2516-5929
Entrada gratuita (senhas distribuídas com 30 minutos de antecedência)

“Quem somos nós” tem apresentações no Galpão Gamboa

Espetáculo da Cia CCC integra a programação da mostra Dança Gamboa

Nos próximos dias 25 e 26 de outubro, sábado e domingo, a Dança de Salão vai tomar conta do Galpão Gamboa com o espetáculo “Quem somos nós”, da Cia de dança CCC. Criado pelo diretor, coreógrafo e bailarino Isnard Manso, o espetáculo esteve em cartaz em plena a Praça Tiradentes no ano passado e chega agora ao projeto Dança Gamboa.

Quem Somos Nos - Foto: Divulgação

Quem Somos Nos – Foto: Divulgação

Lançado no final de agosto, o Dança Gamboa, projeto do Galpão Gamboa dedicado à dança, está em sua segunda edição e vai até o dia 9 de novembro. A curadoria é da bailarina e coreógrafa Marcia Rubin e do diretor e produtor Cesar Augusto. A direção de produção está a cargo de Fernando Libonati, diretor do Galpão Gamboa e sócio da produtora Pequena Central, ao lado do ator Marco Nanini.

Quem somos nós
O espetáculo gira em torno das singularidades da espécie humana. Com concepção de Isnard Manso, a montagem nasceu de antigos questionamentos: “Quem somos?”, “Donde viemos?” e “Para onde vamos?”. Isnard buscou as origens destas perguntas no heliocentrismo de Copérnico no século XVI.

As bases da pesquisa coreográfica do espetáculo são as possibilidades infinitas das mudanças pelas quais passam as coisas e para tentar exemplificar estas indagações, o bailarino faz uso do corpo como instrumento de criação orgânica e orientada pela mente. “Quem somos nós” contém inúmeras imagens e sensações sobre o grande papel das probabilidades em nossas vidas que acreditamos não sermos responsáveis.

Ficha técnica
Criação, direção e coreografia: Isnard Manso
Intérpretes: Ana Luiza Garcez, Cátia Cabral, Dandara Ventapane, Jefferson Bilisco, Kadu Vieira, Laryssa França, Thiago Jully e Viviane Gomes
Figurino: Camila Mesquita
Fotos: Vitor Saru e Marco Antonio Perna

Classificação: 12 anos
Duração: 45 minutos

Links dos vídeos

Serviço
Data: 25 e 26/10 (sábado e domingo)
Horário: sábado, às 21h; domingo, às 20h
Local: Galpão Gamboa – Teatro
Capacidade: 80 lugares
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Telefone: (21) 2516-5929
Ingressos: R$ 20 (inteira)/R$ 10 (meia)/R$ 5 (para moradores dos bairros da Zona Portuária, apresentando comprovante de residência)
Vendas de ingressos:
– No Galpão: Terça a quinta: das 14h às 19h (Nos dias de espetáculo a bilheteria funciona das 14h até a abertura da sala ou até esgotarem os ingressos)

Unidos da Ponte apresenta Sinopse e Logomarca para o carnaval 2015

A Unidos da Ponte apresenta sua sinopse e logomarca do enredo 2015. A azul e branca de São João de Meriti presidida por Serginho Aguiar, inicia os preparativos para mais um desfile que promete ficar marcado na história da agremiação.

Uma das apostas da escola, Vinícius Vistmam é o artista que formará com Ricardo Paulino, a dupla de carnavalescos responsáveis pela concepção artística que Unidos da Ponte vai apresentar na passarela do samba, Intendente Magalhães.
O enredo: “São Sebastião, nosso Padroeiro! Da Ponte e do Rio de Janeiro”, tem a pesquisa, desenvolvimento e o texto, assinados por Marcos Roza.

Confira a sinopse 2015

Unidos da Ponte - Carnaval 2015

Unidos da Ponte – Carnaval 2015

G.R.E.S. UNIDOS DA PONTE – SINOPSE DO ENREDO

PRESIDENTE: SERGINHO AGUIAR
FUNDAÇÃO: 03/11/1952
CORES: AZUL E BRANCO
CARNAVALESCOS: VINÍCIUS VISTMAM E RICARDO PAULINO
PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E TEXTO DO ENREDO: MARCOS ROZA

Premiado espetáculo gaúcho chega ao Rio de Janeiro

“O Feio”, da ATO Cia Cêncica, foi indicado em nove de 12 categorias ao Prêmio Açorianos 2012, sendo o vencedor de Melhor Espetáculo, Melhor Ator Coadjuvante e Júri Popular

Em 2011, um grupo de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) teve a ousada iniciativa de montar o texto “O Feio”, obra do dramaturgo alemão Marius Von Mayenburg, ainda sem tradução. A ideia chamou atenção e logo ganhou espaço no meio teatral universitário e para além dele. Em 2012, a Ato Cia. Cênica, grupo formado por estes jovens, estreou o espetáculo em circuito profissional e saiu como a grande vencedora do Prêmio Açorianos, o mais importante prêmio artístico de Porto Alegre. “O Feio” chega agora ao Rio de Janeiro, onde fará curtíssima temporada no Teatro Glauce Rocha, com apresentações nos dias 24, às 19h, e 25 de outubro, às 19h e às 21h.

"O Feio", da ATO Cia Cêncica - Foto: Diego Bregolin / Divulgação

“O Feio”, da ATO Cia Cêncica – Foto: Diego Bregolin / Divulgação

A montagem foi contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2013, na categoria Circulação, permitindo que o espetáculo fosse apresentado nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

Além das apresentações, a ATO Cia Cênica realizará workshops gratuitos com o objetivo de proporcionar uma vivência e troca de experiências com artistas e interessados na área.

O espetáculo

A comédia sugere uma reflexão sobre o culto à beleza e a autenticidade em uma sociedade de consumo. Em cena, o engenheiro de sistemas Lette, privado do sucesso profissional por ser feio, encontra na cirurgia plástica a solução para ascender socialmente. Uma sequência de fatos, porém, o deixa perdido em indagações acerca de sua própria identidade.

A sátira social proposta pelo autor se concretiza por meio de uma encenação fiel às indicações do texto, nas quais cenas rápidas, entreatos multimidiáticos, transgressão sexual e de gênero, são misturadas com doses precisas de violência psicológica, nas quais o personagem se envolve em situações cada vez mais inusitadas.

A direção é de Mirah Laline, atriz e produtora da Ato Cia Cênica, e o elenco é formado pelos demais integrantes do grupo: Rossendo Rodrigues, Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins e Paulo Roberto Farias.

“O Feio” estreou em julho de 2012, no Instituto Goethe de Porto Alegre. No mesmo semestre, participou do Projeto Descentralização, no 19º Porto Alegre em Cena. O espetáculo também integrou o projeto Circuito Universitário DAD – SESC, realizando apresentações no interior do Rio Grande do Sul. Em outubro o grupo realizou temporada de três semanas na Sala Álvaro Moreyra, pela Secretaria Municipal de Cultura, consolidando “O Feio”, já no primeiro ano de temporadas, como um dos espetáculos de melhor recepção de público na cena teatral riograndense e a ATO Cia. Cênica como um grupo promissor de jovens artistas.

A montagem parte da investigação de linguagem que se vale do grotesco e da violência como efeitos de estranhamento, na busca da “teatralidade no teatro”. A estas questões é somado um recorte estético permeado por influências da Pop Art, Figuração Narrativa de Peter Klasen e elementos de Performance Art contemporânea, compondo assim um mosaico polifônico teatralizado. A cenografia favorece a rápida transição de espaços (Escritório – Clínica cirúrgica – Quarto) propostos no texto. O espaço cênico é fragmentado e ampliado por elementos multimidiáticos, os quais são recortes de audiovisual das cenas.

O figurino se apropria da padronização do vestuário empresarial com quebras de cores que remetem e dialogam com as referências da Pop Art e Figuração Narrativa. A criação do desenho de luz incorpora a delimitação dos espaços de cada cena e a ágil troca entre elas, funciona como um recorte preciso. Nas quebras e inserções “absurdas” – coreografias, transições de cena, estranhamentos através do corpo grotesco, desenho de luz – trabalhamos um jogo dinâmico que referencia o espetáculo/show, porém sem utilização de cores.

Com importante papel no jogo cênico, a sonoplastia funciona como catalisador de estados e quebras do jogo. A investigação sobre as sonoridades do ambiente cirúrgico e de engenharia mecânica, associados a uma energia frenética, possibilitou o encontro com o rock industrial, estilo musical apropriado para coreografias e quebras grotescas no espetáculo.

“O Feio” recebeu indicações em nove das doze categorias do Prêmio Açorianos: Melhor Figurino, Melhor Iluminação, Melhor Cenografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator, Melhor Direção e Melhor Espetáculo. “O Feio” foi vencedor nas categorias de Melhor Espetáculo pelo Júri Oficial e Melhor Ator Coadjuvante para Paulo Roberto Farias, recebeu também o Troféu RBS Cultura de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular.

CURRÍCULOS:

Direção e trilha sonora

Mirah Laline (Belém – PA, 1988)
Atriz, diretora e produtora cultural. Formada em Direção Teatral pela UFRGS, 2013. Atuou em cinco curtas-metragens e dez espetáculos teatrais, dos quais se destacam os premiados “O sobrado” e “Incidente em Antares” pelo Grupo Cerco, dirigidos por Inês Marocco, e o curta-metragem “Aurora”, diigido por João Gabriel de Queiroz. Dramaturga do espetáculo “Fora de Nós”, dirigido por Kalisy Cabeda, e integrante da equipe de dramaturgia de “O Sobrado” (Açorianos de Melhor Dramaturgia, 2009). Dirigiu montagens de oficinas pelos projetos PPV/ SEDAC, Teatro para estrangeiros e Teatro para maior idade. Atualmente integra e produz a ATO Cia. Cênica e o Coletivo TRANSPIRO!, e também faz parte do coletivo Bloco da Laje.

Elenco

Danuta Zaghetto (Porto Alegre – RS, 1987)
Atriz, professora e produtora teatral. Graduanda em Teatro Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua em três grupos de Teatro: Teatro Geográfico, Cia Teatral Una e ATO Cia Cênica. Com o Teatro Geográfico ela participou do espetáculo “Geocoreografia, cidade não vista”, apresentado em diversas escadarias de Porto Alegre. Na Cia Teatral Uma, participou como atriz no espetáculo infantil “Os Mochileiros”. Na ATO Cia Cênica, é atriz e produtora e foi indicada ao Prêmio Açorianos de Melhor Atriz Coadjuvante pelo espetáculo O Feio. Atualmente é contratada na Fundação Thiago de Morais Gonzaga, no projeto Vida Urgente no Palco, onde é atriz do espetáculo “Últimos dias de super-herói”.

Marcelo Mertins (Porto Alegre – RS, 1989)
Ator, professor e graduando no curso de Licenciatura em Teatro da UFRGS. Participou de espetáculos de diversos grupos e coletivos da cidade, entre eles: “Miragem” (2013 – Indicação ao Premio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante, Prêmio Especial do Júri), “Natalício Cavalo” (2013 – Prêmio Braskem Melhor Espetáculo), ambos pela Cia Rústica de Teatro, “Artimanhas de Scapino” (2012 – direção de Margarida Leoni Peixoto), “A Bilha Quebrada” (2011 – direção de Clóvis massa), “Dois Idiotas” (2009 – direção de Zé Adão Barbosa), “Lipstick Station” (2008 – direção de Jezebel de Carli) e “Babel Genet” (2008 – direção de Humberto Vieira).

Paulo Roberto Farias (Estrela – RS, 1983)
Ator e escritor. Bacharelou-se em Interpretação Teatral pelo Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2013. Dentre seus principais trabalhos destacam-se: “O Baile dos Anastácio” (2012), espetáculo de rua da Oigalê, Cooperativa de Artistas Teatrais, com dramaturgia de Luiz Alberto de Abreu, direção de Cláudia Sachs; “O Casal Palavrakis” (2013), de Angélica Liddell, com direção de Maurício Casiraghi. Recebeu em 2012 o Prêmio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante pelo espetáculo O Feio. Em maio de 2013 lançou seu primeiro livro, a novela “A tessitura da noite”, pela Editora Multifoco.

Rossendo Rodrigues (Porto Alegre – RS, 1987)
Ator, bailarino, diretor, produtor e pesquisador teatral. Em 2013 ganhou o Prêmio Açorianos de Melhor Ator pelo espetáculo “Natalício Cavalo”. Bacharel em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestrando no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da mesma universidade. Protagonizou alguns dos espetáculos gaúchos mais expressivos e premiados dos últimos anos. Trabalha com projetos audiovisuais para cinema e televisão, e também como bailarino da Muovere Cia de Dança. Atualmente trabalha como ator colaborador da Cia Rústica de Teatro e integra a ATO Cia. Cênica. Desenvolve ainda o projeto de pesquisa intitulado “Ecopoética – A Possibilidade da Arte Sobre as Águas de Porto Alegre”, ganhador do prêmio Décio Freitas e financiado pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.

Ficha técnica:
Texto: Marius Von Mayenburg
Direção: Mirah Laline
Elenco: Rossendo Rodrigues, Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins e Paulo Roberto Farias
Figurinos: Marina Kerber
Criação de luz: Luciana Tondo e Lucca Simas
Operação de luz: Luciana Tondo
Cenografia: O grupo
Vídeos: João Gabriel Queiroz e Maurício Casiraghi
Operação de vídeos: Maurício Casiraghi
Trilha sonora pesquisada: Mirah Laline
Operação de som: Manu Goulart

Tempo de duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: Comédia

Serviço apresentações:
Datas: 24 e 25/10
Horário: Sexta, às 19h; e sábado, às 19h e às 21h
Local: Teatro Glauce Rocha
Endereço: Av. Rio Branco, 179 – Centro
Capacidade: 278 lugares
Ingressos: R$ 20 (inteira)/ R$ 10 (meia)

Serviço workshop:
Datas: 24 e 25/10
Horário: sexta, das 14h às 18h; sábado, das 10h às 16h
Local: Teatro Glauce Rocha
Endereço: Av. Rio Branco, 179 – Centro
Vagas: 20
Inscrições/ Seleção: Enviar carta de intenção mais currículo com endereço para glaucecomvida@gmail.com até 22/10.
Gratuito

Teatro Rival apresenta Isabella Taviani com participações de Elba Ramalho, Moska e Zélia Duncan

No país das “cantautoras”, Isabella Taviani é uma daquelas que se firmam cada dia mais tanto na criação de suas canções emotivas quanto na interpretação particular que dá a elas. Além disso, a artista sabe se aliar a nomes de peso da MPB, como Elba Ramalho, Zélia Duncan, Moska, além da nem tão novata assim, porém talentosa parceira Myllena, para a criação de seu novo trabalho. O DVD/CD Eu Raio X Ao Vivo, gravado no Imperator, no Rio de Janeiro, em 26 de Setembro de 2013, e agora lançado pela gravadora Coqueiro Verde, é uma celebração dos 10 anos chamados “profissionais”(IT frequenta os palcos da vida desde 1992, mas gravou seu disco de estreia em 2003), baseado no CD Eu Raio X, lançado em abril de 2012.

Isabella Taviani - Teatro Rival Petrobras - Foto: Divulgação

Isabella Taviani – Teatro Rival Petrobras – Foto: Divulgação

Nestes 10 anos, a artista se orgulha em dizer que os alicerces de sua carreira foram construídos sobre uma base sólida de fãs que costuma lotar suas apresentações pelo Brasil: “Nunca fui nenhuma queridinha da imprensa nem tenho minha cara estampada em jornais ou TVs todos os dias. Portanto, quem divulga e sustenta minha carreira são estes fãs fiéis que tenho tanto orgulho de preservar.”

Além de boa parte do repertório do álbum anterior, foram inseridas canções inéditas, como a folk Se Assim For (Isabella Taviani), o bolero Ao Telefone (Isabella Taviani / Myllena), o sambalanço Galega Brasileira (Isabella Taviani / Myllena) e o rock Queria Ver Você No Meu Lugar (Isabella / Myllena), este em dueto com a amiga Zélia Duncan. “Minha amizade com Isabella foi construída com bases sinceras, risadas sonoras e muita confiança. Admiro a honestidade dela com o que faz. Não à toa, ela possui uma das plateias que mais adoro ver. Eles cantam cada sílaba, se expressam com força e essa força vem dela. Fora a voz clara, afinadíssima, e a alegria de estar no palco, com a qual também me identifico plenamente. Enfim, eu ia morrer de ciúme se não estivesse nesse elenco, que, aliás, só tem gente do fundo do meu coração “, derrete-se Zélia.

Isabella entra em cena raspando a cabeça. A cena que instigou os fãs na época da gravação do disco – registrada apenas nas fotos de Daryan Dornelles – agora é mostrada em vídeo: a cantora passa (ela mesma) máquina 3 enquanto recita, em off, um texto sobre o medo. Em seguida, entra no palco quase careca, com seu violão dobro, cantando Deixa Estar. Daí pra frente, ela apresenta outras 18 músicas próprias, sendo cinco delas parcerias com Myllena, que assina a única faixa que não é de Taviani, Raio X. Essa foi a canção que inspirou o nome do CD.

A compositora mineira ainda faz um belo e comovente dueto com a anfitriã no palco, na canção A Imperatriz e a Princesa. “O trabalho com a Isabella se resume para mim em duas palavras: surpresa e alegria! Saí da zona de conforto de admiradora das canções desde 2004 para uma desafiadora e feliz parceria de baladas, rocks e até conto de fadas! Fiz Raio X para ela descrevendo essa artista e amiga generosa que hoje vejo tão mais de perto… Uma cantora e compositora ímpar que leva o público pelas mãos para onde quer”, afirma Myllena.

Com Moska, Isabella canta uma de suas canções mais amadas por seu público, Digitais. Ele escolheu repetir a dobradinha que fez com Taviani em seu programa de TV, o Zoombido, dando à música uma nova introdução saída de seu violão de nylon. “Quando Isabella me ligou, convidando assim no meio de um monte de coisas, pedi para fazer Digitais, que gravamos pro programa, e perguntei se ela queria que eu fizesse violão. E ela disse: ‘A banda toda quer!’ Acho que a Isabella é tipo cavaleiro de Jedi, ela tem a força”, diz Moska no DVD.

Já a rainha do forró ajudou Isabella a dar uma nova cara à tão conhecida Diga Sim Pra Mim. Regravada por duplas sertanejas, grupos de pagodes, em outros ritmos como forró, tecnomelody, a música foi muito executada em rádios de diversos seguimentos, principalmente no Nordeste e Norte do país. No novo trabalho, IT e Elba transformaram a faixa em um forró-reggae delicioso. “Estar com a Isabella Taviani, cantar com ela e usufruir de sua amizade é um presente de Deus. Foi uma grande honra e satisfação participar de seu DVD. Cantora, instrumentista, compositora… enfim, tudo que está em Isabella e se derrama sobre nós tem sabor de quero mais”, declara Elba Ramalho.

Além de todas as já citadas, outras canções mais antigas estão no repertório, entre elas Luxúria, Sentido Contrário, De Qualquer Maneira (mais conhecida pelos fãs como Peixinho) e Foto Polaroid (num arranjo rock). De Eu Raio X, ela trouxe ainda a canção-do-ex-amor Estrategista, as agitadas Norte e A Palavra Errada, a de veia roqueira Contradição, a romântica A Canção Que Faltava e E se eu Fosse te Esperar? O CD traz ainda, como bônus, uma versão com letra estendida e voz gravada em estúdio de Ao Telefone.

A banda é formada por músicos competentes e claramente envolvidos com a artista: Pedro Mamede na bateria; Arthur de Palla no baixo; Caio Barreto na guitarra, no lap steel e no violão 12 cordas; Felipe Melanio no violão e na guitarra; e Geovanni Andrade nos teclados. Douglas Borsatti faz uma belíssima participação especial em três faixas no acordeon. A direção musical tanto do DVD quanto do CD é do baixista André Vasconcellos, que optou por ser minimalista, preservando o “espírito” das canções da artista.

O DVD/CD “EU RAIO X AO VIVO” de Isabella Taviani é um razão para se acreditar que a liberdade criativa aliada a uma artista tão emotiva e verdadeira em suas apresentações pode surpreender aos seus fãs ardorosos como atrair novos defensores e amantes de suas músicas sempre cantadas com paixão.

Serviço: Isabella Taviani
Lançamento do CD/DVD “Eu Raio X” – participações especiais de Elba Ramalho, Moska, Myllena e Zélia Duncan
Show de abertura – Thathi
Teatro Rival Petrobras
Dias 17 e 18 de outubro, sexta-feira e sábado, às 19h30
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia – Tel.: 2240-4469

Setor A / Mezanino:
R$ 100 (inteira)
R$ 50 (estudante/Idoso/professor da rede municipal)
Setor B:
R$ 90 (inteira)
R$ 70 (promoção para os 100 primeiros pagantes)
R$ 45 (estudante / Idoso / professor da rede municipal)
Classificação: 16 anos
Capacidade: 458 lugares

Banda Rota Espiral agita a Arena Carioca Dicró na próxima sexta

Show acontece no dia 17 de outubro na Penha e tem abertura do Rapper Slow

Banda Rota Espiral - Foto: Divulgação

Banda Rota Espiral – Foto: Divulgação

Na sexta-feira, dia 17, a Arena Dicró recebe o show da Rota Espiral, banda que congrega rap, rock e outros elementos em seu repertório. A abertura do evento fica por conta do Rapper Slow.

O show repleto de músicas autorais tem como intuito a realização de uma fusão musical e tem como plano sonoro para mensagens embaladas de reflexão, cidadania e consciência. Ao longo de seus quase seis anos de estrada, a banda participou de diversos festivais, recebeu menção honrosa do Fórum Cultural da Baixada e foi indicada como “revelação” na edição de dez anos do Prêmio Dynamite de música (SP).

Serviço:
Data: 17/10 (sexta-feira)
Horário: 20h
Local: Arena Carioca Dicró – Carlos Roberto de Oliveira
Endereço: Parque Ari Barroso, Penha (entrada pela Rua Flora Lobo)
Telefone: (21) 3486-7643
Ingressos: R$20 (inteira) | R$10 (meia)
Classificação etária: 12 anos
Duração: 50 minutos